Carta nº. 1

Vida nova!
(05/2002)

É indescritível a sensação de poder dizer: calvície tem solução nos dias atuais. Pena que muitos ainda não sabem disso ou a informação que lhes chega é parcial e baseada em práticas antigas ou em desuso. Por isso, espero que meu depoimento sirva de acréscimo esclarecedor para os que enfrentam problemas com sua calvície e buscam um tratamento. Destacarei mais acentuadamente o lado emocional da experiência por que passei. E isto não é falar demasiadamente, pois o que vivi muitos vivem hoje e anseiam por orientação.

Minha calvície começou cedo, mas nem por isso me acostumei a ela - ninguém se acostuma - os de minha volta também não. Desde bem jovem já tinha aquelas "entradas" e aos vinte e cinco anos, aproximadamente, o processo acelerou bastante. Isto afetou minha auto-estima. Aos poucos a gente vai se afastando de ambientes que possam nos expor. No meu caso, ficou ainda mais grave porque comecei a disfarçar a calvície, deixando o cabelo um pouco maior e cobrindo aqui e ali. Mas isto virou uma espécie de muleta. E quanto mais perdia os cabelos, mais tentava esconder. Aquela situação ficou insuportável para mim. Não era mais eu quem vivia. Sentia que usava uma máscara. Perdi a espontaneidade. Passava muito tempo (muito mesmo) à frente do espelho para fazer aquele "penteado". Se pudesse aconselhar alguém, diria: não esconda a sua calvície nunca. Aja naturalmente e procure tratamento. A situação se agravou a tal ponto que levava, às vezes, até duas horas para pentear os cabelos e várias demãos de fixador. Mas mesmo assim me sentia inseguro. Não saía de casa se estivesse ventando. Não viajava de carro com a janela aberta. Tinha pânico que um vendaval me pegasse desprevenido. Tinha medo que alguém "esbarrasse" em mim e que meu "penteado" se desfizesse. Aquilo não era vida.

Depois de tentar quase todos os tipos de tratamento oferecidos no mercado, de buscar auxílio na dermatologia, estética e até em loções milagrosas, decidi que procuraria um tratamento com resultados efetivos e definitivos: o transplante de cabelos. Pesquisei tudo a respeito. Depois desta etapa, passei a buscar por um local especializado aqui no Rio de Janeiro, quando só ouvia dizer que o melhor na área estava em São Paulo. Foi quando conheci, através do site, a Clínica Pilos. Busquei referências sobre o médico responsável e vi que se tratava exatamente do profissional que atenderia minhas expectativas (sou bastante crítico, exigente e detalhista). Algum tempo depois houve um encontro para calvos promovido pelo Clube dos Carecas nas dependências desta mesma Clínica. Fui ao Encontro para conhecer o ambiente e os profissionais. O que vi foi um local muito agradável, equipado, higiênico e com pessoas totalmente envolvidas e altamente capacitadas neste tipo de cirurgia. Depois de assistir uma palestra com o cirurgião plástico da clínica (Dr. Henrique), saí dali resolvido e convicto de que tinha encontrado o médico certo, já que uma cirurgia dessa é para a vida toda.

Como não disponho boa situação financeira, tratei de economizar o necessário para custear a cirurgia. Nesse aspecto, considero uma cirurgia acessível a todos. É só se organizar e logo se consegue fazê-la. E é um tratamento único, você não fica dependendo permanentemente de outras despesas, ou gastos com remédios, por exemplo.

Marquei a consulta e tive informações detalhadas a respeito do transplante de cabelo por um profissional totalmente imbuído no exercício do seu sacerdócio. Depois de ser examinado e indicada a cirurgia, fiz os exames médicos solicitados e foi marcado o dia para o transplante.

Tudo transcorreu muito bem no ato cirúrgico, e no começo da noite já estava indo para casa. Mantive-me calmo porque estava certo de que todos os profissionais à minha volta eram muito bem treinados para aquele fim.

O pós-operatório foi muito tranqüilo. Ao chegar em casa, tomei banho, jantei, às 23h fui dormir e só acordei às 4h. Senti apenas uma dor muito branda na região doadora, tanto que só tomei 3 comprimidos de analgésico durante os primeiros dias. Segui integralmente todas as prescrições médicas e, daí em diante, foi só recuperação! Semanas depois, comecei a ver os novos cabelos nascendo com toda força onde não existia mais nenhum fio.

Alguns meses depois cortei o cabelo. Foi a maior sensação de liberdade que senti na vida. Voltei a ser eu mesmo. A vida passou a ter um novo sabor. Não perco mais tanto tempo à frente do espelho. Ninguém até hoje sabe ou desconfia que passei por esta cirurgia. Ou seja, só ficarão sabendo se eu contar. E isto é resultado de um trabalho com aspectos naturais. O maior mérito de uma cirurgia plástica é alguém olhar, sentir que você está diferente, mas não saber dizer o que mudou. Os amigos olham, elogiam o novo visual (penteio agora os cabelos para trás, antes era para o lado aproveitando os cabelos ainda existentes nas laterais) e dizem: "você está diferente. O que você fez? Cortou o cabelo? Ficou bem em você."

Para finalizar, afirmo que esta foi a melhor decisão tomada para resolver o meu problema de calvície.

R, 36 anos, RJ.